Inteligência Artificial deixou de ser tendência. Agora é infraestrutura.
O que aprendemos ouvindo o mercado nos dois maiores eventos de tecnologia jurídica e compliance do Brasil, e o que isso significa para o futuro das organizações.
Nas últimas semanas, a Lineal esteve presente em dois dos principais eventos do país voltados para tecnologia, inovação, compliance, investigações e gestão de dados: o 13º Congresso Internacional de Compliance da LEC, em São Paulo, e o AB2L Lawtech Experience, no Rio de Janeiro.
Mais do que participar de painéis, apresentar soluções ou reencontrar clientes e parceiros, esses eventos nos proporcionaram algo ainda mais valioso: ouvir as dúvidas, os desafios e as preocupações de quem está vivendo esse momento na prática. Queríamos entender como empresas e escritórios de advocacia estão enxergando a transformação que o mercado atravessa.
Se houve uma palavra que dominou praticamente todas as conversas, apresentações e discussões, essa palavra foi Inteligência Artificial. Mas com um detalhe importante: a discussão já não é sobre o que a IA é capaz de fazer. Agora é sobre como utilizá-la de forma segura, estratégica e eficiente.
O que ouvimos
O mercado saiu da fase da curiosidade
Há pouco tempo, a IA era vista como uma tecnologia futurista, restrita a grandes empresas ou laboratórios de pesquisa. Hoje, ela está em toda parte, auxiliando investigações internas, revisando contratos, identificando padrões de fraude, monitorando riscos e ajudando equipes jurídicas e de compliance a tomar decisões mais rápidas e mais bem fundamentadas.
O mercado já entendeu que a IA funciona. O que observamos durante os eventos é que muitas organizações ainda estão tentando responder perguntas mais complexas:
Como implementar IA sem comprometer a segurança dos dados? Como garantir governança sobre as informações utilizadas? Como validar os resultados gerados e evitar conclusões equivocadas? Como atender requisitos regulatórios em constante evolução? E como medir, de forma concreta, o retorno sobre o investimento?
A tecnologia avançou rapidamente. A governança ainda está correndo para acompanhá-la.
O risco real
O maior risco não é utilizar Inteligência Artificial. É utilizá-la sem método.
A velocidade com que novas ferramentas chegam ao mercado é impressionante. Todos os dias surgem soluções prometendo revolucionar processos, eliminar custos e automatizar atividades complexas. Mas tecnologia sem estratégia costuma produzir apenas resultados mais rápidos, não necessariamente melhores.
Uma organização que utiliza IA sem políticas claras, sem supervisão humana e sem critérios de validação pode acabar tomando decisões críticas com base em informações incompletas, enviesadas ou simplesmente incorretas. Em áreas como compliance, investigações corporativas, eDiscovery, proteção de dados e gestão de riscos, as consequências disso são significativas.
Essa foi uma das principais mensagens que levamos aos dois eventos: a Inteligência Artificial não substitui especialistas, ela potencializa especialistas. As organizações mais bem-sucedidas não serão as que simplesmente adotarem IA primeiro, mas as que conseguirem combinar tecnologia avançada com conhecimento humano qualificado. E a receptividade foi imediata. O mercado já viveu, ou conhece de perto, os custos de implementar tecnologia sem estrutura.
O ativo mais valioso
Dados continuam sendo o centro de tudo
Outra percepção recorrente nos eventos foi a crescente preocupação das organizações com seus dados. Empresas acumulam volumes cada vez maiores de informações vindas de e-mails, plataformas colaborativas, aplicativos de mensagens, ERPs, sistemas financeiros, dispositivos móveis e ambientes em nuvem.
O desafio agora não é armazenar dados, é compreendê-los. Encontrar rapidamente informações relevantes. Identificar riscos antes que eles se transformem em crises. Transformar informação dispersa em conhecimento acionável.
É exatamente nesse cenário que a IA mostra seu valor, quando combinada com plataformas modernas de análise, monitoramento e investigação. Quando mostramos nos eventos o que a suíte Amplify™ consegue fazer, identificar padrões de comportamento suspeito e mapear dados sensíveis em volumes massivos de arquivos, a reação mais comum era: “Eu não sabia que já dava para fazer isso.”
Para onde vamos
Três certezas sobre o próximo capítulo
Os dois eventos deixaram claros os contornos do que está por vir. Não são apostas, são tendências que já estão em curso e vão acelerar.
01 · IA sem orientação humana é risco, não vantagem. O entusiasmo vai dar lugar à exigência de responsabilidade. Reguladores, conselhos e departamentos jurídicos vão começar a perguntar não só “você usa IA?”, mas “como você a governa?”. As empresas que implementaram tecnologia sem estrutura vão pagar um preço. As que fizerem isso da forma certa vão ter uma vantagem competitiva real e duradoura.
02 · O dado é o novo ativo estratégico, e quem não governa, perde. Dados desorganizados não são apenas um risco regulatório, são um passivo de negócios. Empresas que não sabem o que têm, onde está e quem acessa estão operando às cegas. A governança de dados vai deixar de ser uma função de TI e vai se tornar pauta de conselho. Os primeiros a entenderem isso vão transformar compliance em vantagem estratégica.
03 · Compliance e investigação vão operar quase em tempo real. O modelo reativo, que investiga depois que o problema acontece, vai conviver com novos modelos. O futuro é a detecção antecipada de riscos, o monitoramento contínuo de comportamentos e a capacidade de reagir antes que uma irregularidade se torne uma crise. As ferramentas para isso já existem. A questão é quem vai implementá-las com inteligência.
O papel da Lineal
A interseção entre tecnologia, governança e experiência prática
Saímos dos dois eventos com uma percepção muito clara: as empresas não estão procurando apenas ferramentas, estão procurando respostas. Querem entender como reduzir riscos, acelerar investigações, organizar volumes massivos de dados, responder a órgãos reguladores, proteger suas operações e transformar informação em vantagem competitiva.
Na Lineal, não enxergamos a Inteligência Artificial como um produto isolado. Enxergamos a IA como parte de um ecossistema maior que envolve dados, processos, governança, investigação, segurança, conformidade e tomada de decisão.
Ao longo dos anos, acompanhamos a evolução de diversas tecnologias que prometiam revolucionar o mercado. Poucas têm o potencial transformador que estamos observando agora. Mas também aprendemos algo importante: nenhuma tecnologia resolve um problema sozinha. A diferença está na forma como ela é implementada, supervisionada e utilizada. Nosso papel não é apenas fornecer tecnologia. É ajudar empresas, escritórios de advocacia e equipes de compliance a navegar em um ambiente cada vez mais complexo, sem perder de vista o que realmente importa: confiança, segurança, transparência e resultados.
Com presença em dez países, parceira Gold Provider da Relativity, mais de 2.300 TB de dados gerenciados e uma suíte proprietária que integra IA aplicada a investigações, compliance e gestão de dados, a Lineal está posicionada exatamente na interseção que o mercado busca: entre a tecnologia do presente e a governança que o futuro vai exigir.
E sobre o custo, a pergunta legítima que surgiu em praticamente toda conversa: a tecnologia está se tornando mais acessível, os modelos mais eficientes, as plataformas mais intuitivas. A pergunta já não é se a organização utilizará IA. A pergunta é quando, e se ela estará preparada para fazê-lo de forma segura e estratégica.
Conclusão
A Inteligência Artificial já chegou. A próxima etapa é sobre quem sabe utilizá-la melhor.
O mercado brasileiro está amadurecendo. As discussões estão mais sofisticadas. As organizações estão mais conscientes dos desafios e das oportunidades.
Existe um interesse genuíno em compreender como utilizar tecnologia para melhorar processos, reduzir riscos e aumentar a eficiência operacional. E existe, ao mesmo tempo, uma percepção crescente de que a transformação digital não pode acontecer sem governança, sem supervisão e sem experiência prática.
Essa é exatamente a interseção onde a Lineal atua. E estamos prontos para ajudar nessa jornada.
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Sobre o Autor
Diego Rodrigues de Souza é General Manager da Lineal no Brasil, com mais de 15 anos de experiência em eDiscovery, tecnologia forense, cibersegurança e investigações complexas. Seu trabalho atua na interseção entre tecnologia, dados e estratégia jurídica, apoiando corporações e escritórios de advocacia em investigações internas, litígios complexos, resposta a incidentes e governança de dados. Com sua liderança, a Lineal reforça a capacidade de atender o mercado brasileiro com profundidade técnica, escala regional e expertise local em um dos mercados mais importantes da América Latina.
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Sobre a Lineal
A Lineal é uma empresa inovadora de eDiscovery e tecnologia jurídica que capacita escritórios de advocacia e corporações com estratégias modernas de gestão e revisão de dados. Fundada em 2009, a Lineal é especializada em serviços completos de eDiscovery e utiliza sua suíte tecnológica proprietária, a Amplify™, para aumentar a eficiência e a precisão no tratamento de grandes volumes de dados eletrônicos. Com presença global e uma equipe de profissionais experientes, a Lineal dedica-se a entregar soluções sob medida que geram os melhores resultados jurídicos para seus clientes. Para mais informações, visite lineal.com
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